quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A aposta

 
Lá há cinco anos sem ver chuva, dona Durvalina percebeu que deveria mudar de vida e do sertão da Bahia.
Vendeu sua terrinha, deu seu cachorro e o papagaio à comadre, juntou os nove filhos e resolveu ir para os lados de Minas Gerais, onda morava uma irmã sua.
Antes de tomar o trem, era preciso caminhar um longo trecho, mais longo ainda porque cada um carregava sua pesada trouxa. Dona Durvalina, à frente, levava também um cesto, com a pata Dedé. Não quis desfazer-se da ave, porque um ovo por dia estaria sempre garantido.

A Dona Raposa e os Peixes


Um dia, bem cedinho, seu Raposa andava pelo bosque. Ao passar perto de um rio, viu uma quantidade enorme de peixes nadando. Entusiasmado, ele começou a pescar. Eram tantos ospeixes, e seu Raposo estava tão esfomeado, que em pouquíssimo tempo pescou três lindastraíras.Muito alegre, foi para casa e disse à mulher, ao chegar:- Dona Raposinha, olhe só a sorte que tive hoje!- Oh! Que traíras enormes! ± exclamou dona Raposa, já com água na boca.- Pois é. Eu como uma, você outra e ainda vai sobrar uma...

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Luas e luas

Autor: James Thurber
Coleção: Clara Luz
Editora: Ática

Em um reino muito... muito distante...
Havia um rei muito... muito preocupado.
Sua filha, princesa Letícia, estava muito... muito doente
e passava o dia inteiro de cama...

A Menina da Lanterna

     
                              
     Era uma vez uma menina que carregava alegremente sua lanterna pelas ruas. De repente chegou o vento e com grande ímpeto apagou a lanterna da menina.
            Ah! Exclamou a menina. – Quem poderá reacender a minha lanterna? Olhou para todos os lados, mas não achou ninguém. Apareceu, então, uma animal muito estranho, com espinhos nas costas, de olhos vivos, que corria e se escondia muito ligeiro pelas pedras. Era um ouriço.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

As Longas Colheres

Uma vez, num reino não muito distante daqui, havia um rei que era famoso tanto por sua majestade como por sua fantasia meio excêntrica.
Um dia ele mandou anunciar por toda parte que daria a maior e mais bela festa de seu reino. Toda a corte e todos os amigos do rei foram convidados.
Os convidados, vestidos nos mais ricos trajes, chegaram ao palácio, que resplandecia com todas as suas luzes.
As apresentações transcorreram segundo o protocolo, e os espetáculos começaram: dançarinos de todos os países se sucediam a estranhos jogos e aos divertimentos mais refinados.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O pássaro de fogo e a Princesa Vassilissa


Era uma vez… num reino distante, muito além da vigésima sétima terra, um rei forte e poderoso. Tinha esse rei um fabuloso arqueiro, e o fabuloso arqueiro tinha um cavalo mágico. Certa vez, o fabuloso arqueiro montou seu cavalo mágico e foi ao bosque: saiu cavalgado pela estrada, saiu cavalgando à larga e, de repente, deparou-se com uma pena dourada do pássaro de fogo: a pena brilhava como fogo! O cavalo disse a seu dono:
- Não pegue a pena dourada. Quem pegar a pena, conhecerá a desgraça!

O homem do Cemitério

Havia um homem enfrente ao portão do cemitério à noite ensaiando para atravessá-lo, pois assim cortaria caminho para sua casa, Mas o medo era tão grande que o impedia de entrar.

Os manos papões


Os manos papões se reuniram perto de uma casa um deles disse:
Manos papões subimos no telhado, papamos o velho papamos a velha e roubamos a criança.
O cachorro que ouviu tudo latiu o velho acordou e disse:

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Vida Amarrada

Conta uma velha lenda dos índios sioux que, uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique, uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas até a tenda do velho feiticeiro da tribo.
-Nós nos amamos e vamos nos casar – disse o jovem.
- E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã...alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos, que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até encontrar a morte. Há algo que possamos fazer?

Histórias Utilizando as mãos


1 – A Largatinha
Preparação: Todos devem repetir o que eu vou dizer:
XIMINITI XIMINAITE
CONSERTITE CONSERTAITE
QUANTO MAIS OLHAITE
MENOS ENXERGAITE
INHA... INHA... INHA...
TRANSFORME O MEU DEDINHO NUMA LINDA LAGARTINHA

A libélula

Gostaria que vocês imaginassem um pequeno lago... Dentro desse lago, há um tufo de grama. Nesse tufo de grama, num ramo fino como uma lâmina, há um casulo.
Numa manhã, apareceu um buraquinho no casulo. Ele foi crescendo, crescendo, ficando maior, até que, de dentro, saiu um braço; e, depois, outro; uma perna e, depois, uma outra; logo-logo, saiu uma cabecinha muito bonita com dois olhos grandes e redondos.

A lenda do amor

Era uma vez, no início dos tempos, um mundo em que não existiam homens nem mulheres, apenas os sentimentos que vagavam pelo planeta.
Numa tarde de chuva, os sentimentos não sabiam o que fazer.
O Tédio só ficava bocejando. A Ternura, então, propôs brincar de esconde-esconde. Todos acharam uma ótima idéia. Quer dizer, nem todos, porque o Ódio disse: - Eu não. Eu não gosto deles.

O insistente

Tem coisa que até Deus duvida. Você sabia que já houve tempo em que se amarrava cachorro com lingüiça? Que criança nascia de olho fechado? E que nas primeiras décadas do século passado, em Belo Horizonte, a proporção era de onze para cada mulher?
Foi nesse tempo em que se passou a história que vou contar.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Maria vai-com-as-outras -



 

 
Era uma vez uma ovelha chamada Maria. Onde as outras ovelhas iam, Maria ia também. As ovelhas iam para baixo Maria ia também. As ovelhas iam para cima, Maria ia também.
Um dia, todas as ovelhas foram para o Pólo Sul. Maria foi também. E atchim! Maria ia sempre com as outras.
Depois todas as ovelhas foram para o deserto. Maria foi também.
- Ai que lugar quente! As ovelhas tiveram insolação. Maria teve insolação também. Uf! Uf! Puf!
Maria ia sempre com as outras.
Um dia, todas as ovelhas resolveram comer salada de jiló.
Maria detestava jiló. Mas, como todas as ovelhas comiam jiló, Maria comia também. Que horror!
Foi quando de repente, Maria pensou:
“Se eu não gosto de jiló, por que é que eu tenho que comer salada de jiló?”
Maria pensou, suspirou, mas continuou fazendo o que as outras faziam.
Até que as ovelhas resolveram pular do alto do Corcovado pra dentro da lagoa. Todas as ovelhas pularam.
Pulava uma ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra, quebrava o pé e chorava: mé! Pulava outra ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra e chorava: mé!

 
E assim quarenta duas ovelhas pularam, quebraram o pé, chorando mé, mé, mé! Chegou a vez de Maria pular. Ela deu uma requebrada, entrou num restaurante comeu, uma feijoada.
Agora, mé, Maria vai para onde caminha seu pé.


Autora: Sylvia Orthof

O homem que contava histórias

Era uma vez um homem que, cansado de ver as pessoas de sua cidade sempre tensas, angustiadas e tristes, resolveu fazer algo por elas.

Como sabia de cor lindas histórias, sentou-se num banquinho no meio da praça e pôs-se a contar e a contar...

E assim o contador de histórias passava seus dias...

A princípio, algumas pessoas paravam para ouvi-lo, curiosas. Mas só ficavam um pouquinho, pois tinham muita pressa, seu tempo era curto!

Mesmo assim, o homem não desistia: todos os dias, punha o seu banquinho na praça e contava as suas histórias repletas de fantasia.

O tempo passou..

Um dia o contador de histórias narrava, para uma plateia inexistente, uma maravilhosa fábula, quando um garotinho, puxando-o pela manga, interrompeu-o:

- Ei, tio! Será que você não percebeu que não tem ninguém ouvindo? Por que você insiste em contar essas histórias?

Então, o sábio homem respondeu:

- Olhe, meu filho, antes eu contava histórias pensando em mudar o mundo; hoje, eu conto histórias para que o mundo não me mude...



Esta é uma história da tradição judaica que está no livro "O Homem que contava histórias" de Rosane Pamplona e Sônia Magalhães. Mas o livro contém mais vinte histórias lindas, vindas de outros cantos do mundo como Grécia, China, Índia e é uma belíssima opção para os pais que querem contar aos filhos.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

HISTÓRIA DO BARANGANDÃO


Há muito tempo... Na época das avós de nossas avós, as mulheres reuniam-se na boca do rio. Elas sentavam-se em roda para contar estórias. As mais velhas contavam para as mais novas, as mais novas contavam para as mais velhas, e assim iam... até que o tempo se esvaísse numa imensidão de palavras coloridas. Mas, na roda, sempre havia aquela moça envergonhada, que não queria compartilhar suas estórias. Então, as mais experientes resolveram imaginar uma dinâmica de corpo e, para isso, inventaram um brinquedo que denominaram de BARANGANDÃO.
BARANGANDÃO, o brinquedo inventado, era usado para esquentar o corpo, para relaxar... Elas rodavam, rodavam, ondulavam as cinturas e libertavam suas palavras de calor. Surgiam estórias da vida, estórias do sonho, estórias do medo, palavras inventadas.
BARANGANDÃO tornou-se um instrumento crucial para realização do ritual de iniciação das mulheres, que antes, moças entorpecidas de palavras engravidadas de suas estórias, soltavam o corpo aquecido pela vontade, desejo, necessidade de fazer-se ouvir e compartilhar.
(Adaptação da lenda do brinquedo folclórico)

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A cutia e a onça


A fábula das três irmãs

 
Era Uma Vez ...

Contam que em um castelo viviam três irmãs: FALA, ESCUTA e MEMÓRIA. Fala gostava de aparecer, por isso usava lindos vestidos e estava sempre á frente do castelo querendo sobressair-se entre as irmãs. Escuta era a mais calada de todas. E como as duas primeiras irmãs não se davam muito bem, era comum que Escuta permanecesse escondida enquanto Fala aparecia e só desse as caras quando a mesma silenciava sua voz e se ocultava em seus aposentos. Então, Escuta saía e prestava bastante atenção a tudo que ocorria de mais interessante e curioso ao redor.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Mudanças no galinheiro mudam as coisas por inteiro

    
O Sol estava resfriado e tinha tomado uma aspirina. Mesmo assim, o nariz continuava a pingar, muit roxo-rosado, que é a cor do nariz do Sol, quando ele está resfriado.
Como o Sol estava muito chateado, sentindo calafrios, que são uns arrepios que sacodem a gente quando a febre é alta, pegou no telefone e telefonou para a Lua.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Rota de Colisão

Ilustração: Odilon Moraes


Naquela sexta-feira 13, à meia-noite, teria lugar a 13ª Convenção Internacional das Bruxas, numa ilha super-remota no Centro do Umbigo do Mundo, muito, muito longe. 

Os preparativos para a grande reunião iam adiantados. A maioria das bruxas participantes já se encontrava no local – cada qual mais feia e assustadora que a outra, representando seu país de origem. Todas estavam muito alvoroçadas, ou quase todas, porque ainda faltavam duas, das mais prestigiadas: a Witch inglesa e a Baba-Yagá russa.