sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A cutia e a onça


A fábula das três irmãs

 
Era Uma Vez ...

Contam que em um castelo viviam três irmãs: FALA, ESCUTA e MEMÓRIA. Fala gostava de aparecer, por isso usava lindos vestidos e estava sempre á frente do castelo querendo sobressair-se entre as irmãs. Escuta era a mais calada de todas. E como as duas primeiras irmãs não se davam muito bem, era comum que Escuta permanecesse escondida enquanto Fala aparecia e só desse as caras quando a mesma silenciava sua voz e se ocultava em seus aposentos. Então, Escuta saía e prestava bastante atenção a tudo que ocorria de mais interessante e curioso ao redor.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Mudanças no galinheiro mudam as coisas por inteiro

    
O Sol estava resfriado e tinha tomado uma aspirina. Mesmo assim, o nariz continuava a pingar, muit roxo-rosado, que é a cor do nariz do Sol, quando ele está resfriado.
Como o Sol estava muito chateado, sentindo calafrios, que são uns arrepios que sacodem a gente quando a febre é alta, pegou no telefone e telefonou para a Lua.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Rota de Colisão

Ilustração: Odilon Moraes


Naquela sexta-feira 13, à meia-noite, teria lugar a 13ª Convenção Internacional das Bruxas, numa ilha super-remota no Centro do Umbigo do Mundo, muito, muito longe. 

Os preparativos para a grande reunião iam adiantados. A maioria das bruxas participantes já se encontrava no local – cada qual mais feia e assustadora que a outra, representando seu país de origem. Todas estavam muito alvoroçadas, ou quase todas, porque ainda faltavam duas, das mais prestigiadas: a Witch inglesa e a Baba-Yagá russa. 

A grande fábrica de palavras

Existe um país onde as pessoas quase não falam.É o país da grande fábrica de palavras.
Nesse estranho país, é preciso comprar as palavras e engoli-las para poder pronunciá-las.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Lenda do pai d'água

      É forte, moreno, vive nas águas do Velho Chico. Costuma ficar nas proas das canoas, nas coxias das barcas e proas dos vapores, fazendo um animado batuque. Usa um colar e gosta de pedir fumo às pessoas. Carrega as moças para o fundo do rio e os marinheiros para servi-lhe como escravo. Tem uma voz bonita, encantando a todos com o seu canto.

O Gritador

       Dizem que um vaqueiro foi vaquejar uma vez numa Semana Santa, na sexta feira santa, pelo que desapareceu juntamente com a rês e a montaria. Vive hoje a gritar aboiando, seja de dia ou de noite. Virou assombração e é comum ouvi-lo aboiar pelas caatingas. Nas noites de sexta feira santa além do aboio ouve-se também o tropel do cavalo, o latido do cachorro e o chocalho da rês.